Pensando com portais

O começo, o primeiro contato com Portal.

Aviso:

Este texto contem revelações sobre o enredo, a visualização do mesmo fica a critério do leitor.

Comecei o jogo. Confusa por não saber direito do que se tratava pois não tinha lido nada sobre, apenas vi alguma paródia perdida no YouTube e achei interessante. Tinha um tom obscuro, mas não desses de terror, e sim porque você estava sozinho em um laboratório com uma robô falante, um ambiente quieto demais.

E assim comecei Portal. Mal sabia que se tornaria o meu jogo favorito em pouco tempo.

Ilustração por Bruno Dávila


Um jogo pequeno e de puzzle, uma obra derivada de um dos grandes de nosso tempo: Half Life.

Portal não passava de um projeto, de algo pequeno, separado, ali, só para as pessoas se divertirem, alimentado pela engine e pelos itens do jogo de Gordon Freeman.

Não via sentido em seguir ordens de uma voz robótica e engraçadinha, mas eu gostava dos puzzles, gostava de como tínhamos que usar a física a nosso favor, e usar uma tecnologia interessante de portais.

Ao passar das fases, comecei a perceber que o jogo não passava disso, mas eu não estava enjoada, eu só queria completar todos os puzzles e me vangloriar de não sentir dificuldade em nenhum deles. No final foi me prometido um bolo, e foi o que me motivou a jogar.

E ai cheguei na câmara número 16, onde toda a verdade é revelada, e o que senti foi medo. Mas não aquele medo de fantasmas, era um medo pois eu sabia que no final eu teria que enfrentar alguém, teria que fugir, me esconder, ou qualquer coisa do tipo.
A música que toca quando você descobre toda a verdade é estonteante.
E ai aqueles “turrets” com voz de criança ficam ainda mais aterrorizantes, pois eles estão ali realmente para te matar.

Após o sangue, as frustrações e a ansiedade, fui oferecida ao fogo, descobri que eu seria o bolo.
Não satisfeita, fugi, corri entre os bastidores do laboratório, subi escadas, usei o portal para me locomover em lugares difíceis, e encontrei a fonte da voz daquela robô alucinada.
GLaDOS se tornou uma grande vilã, com suas frases sarcásticas e seu desejo doentio de matar. Jogou toxina em mim, quis disparar lasers para me matar. Fui arrancando suas partes, uma por uma, até não sobrar nada. Literalmente. Cheia de cinzas, machucada e cansada, desmaiei no estacionamento, esperando um futuro incerto.

Sobre o Autor

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Daniel Costa

24 anos, graduado em Tecnologia de banco de dados, empresário, gamer desde sempre, tento ser designer mas sempre acabo fazendo programas feios (T_T), programador web, quase web designer, DBA, porteiro, jardineiro e carteiro nesse blog/page que vossa senhoria está lendo! Um mingo dupal que quase ninguém sancha mas que sempre sabe onde está sua toalha!