XCOM Enemy Unknown: Mostre pros Aliens quem é que manda

Era um dia como outro qualquer, até que cápsulas caem como meteoros do céu. Quando elas se abrem, a morte dá as caras. Aliens estão na terra.

XCOM é uma série que teve seu lançamento em 93, portanto, um clássico. Como eu não tive o privilégio de jogar qualquer dos seus antecessores, não vou focar no que a série era, apenas no que seu reboot é. E vocês já devem ter notado que se um jogo aparece aqui no F.A.P. é porque ele é FODA.

Com várias horas de jogo, já posso admitir meu vicio nele, o que me torna a pior pessoa pra vir aqui dizer o quanto ele é bom… Ou a mais adequada.

Desenvolvido pela Firaxis (Civilization) em parceria com a 2K (Bioshock, Borderlands), XCOM: Enemy Unknown é um jogo de estratégia de turnos em terceira pessoa. Ugh, como soa chato quando eu falo dele assim. Vou pôr do meu jeito: XCOM é um jogo aonde você manda e desmanda, e, enquanto ser inteligente te leva ao sucesso, ser burro vai fazer todo mundo morrer.

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Não se engane ao achar que sagacidade vai te salvar de tudo. É preciso ter sorte, além de frieza.

História

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Vou ser honesto, não tem muita não.

O jogo se passa nos dias de hoje, sem futurismos. Num dia qualquer a terra é invadida por aliens (não são aqueles Xenormorfos cuspidores de ácido) e num ato de desespero, as principais nações do mundo formam a última defesa da raça humana, conhecida como XCOM. E adivinha quem é o comandante disso? Sim, você.

A invasão dos aliens é gradativa. A cada mês eles ficam mais apelões agressivos e cabe a você administrar de maneira correta pra não ficar sempre um passo atrás.

A história anda conforme você vai descobrindo mais sobre a tecnologia alienígena. Os principais eventos dependem de quando você adquire conhecimento sobre essa ou aquela tecnologia. Mas não pense que ficar enrolando vai te ajudar em alguma coisa. Quanto menos você souber, pior pra você e seus soldados.

A difícil missão de ser comandante

comandante

Parece fácil. Quem não queria ser o cara que lidera a melhor força da terra? Pura elite, pura grife, não? Em um mundo perfeito, talvez.

Eu citei que XCOM nasce de um ato de desespero, né? Isso não é algo que o jogo me contou, mas que eu deduzi. O projeto XCOM, “a última defesa contra o inimigo” é falido. Tente batalhar os aliens sem dinheiro pra comprar armas, vai lá.

Como Comandante Júnior que você é (afinal, o que foi que você comandou antes na vida?) o dinheiro é recebido apenas mensalmente, tipo uma mesada (ou salário). E essa quantia está diretamente relacionada ao número de países que você protege. Essa é uma boa hora pra eu te apresentar àquela que gosto de chamar de Tabela do Pânico.

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Essa é a lista de países que estão por trás do projeto XCOM. Mas eis o problema: eles só mandam dinheiro para o projeto quando você, comandante, decide lançar um satélite para monitorar o espaço aéreo do país e mesmo assim o dinheiro só entra a cada fim de mês. E sabe quanto custa um satélite? Na maioria dos casos, 200 créditos.

Não é caro, mas considere que mesmo nos níveis mais fáceis, aonde você tem mais dinheiro, o máximo de créditos que o jogo inicia são 350. E a tabela do pânico tá recheada de nações desesperadas, aguardando suas decisões.

Além disso, há eventos que aumentam ou reduzem o pânico em cada nação, dependendo do seu desempenho. Eventos ignorados fazem o pânico aumentar. Se você falhar em uma missão o pânico aumenta. Num resumo simples, você está lidando com um monte de países chiliquentos. Claro que eu não ficaria feliz de ter aliens no meu quintal, mas ainda assim… Vamos ter calma pessoal.

Quando o nível de pânico de um país chega a 5 e ele não tem cobertura de satélite, a nação se retira do projeto XCOM. Se muitas nações tirarem seu apoio: GAME OVER.

Deu pra notar que a falta de dinheiro vai te deixar doido? Pois é. Além da necessidade de proteger os países com satélites e aviões (eu não mencionei, mas é necessário ter também), você também precisa dividir a grana entre evoluir sua base, seus soldados e seu equipamento. Nada aqui é fácil, e tudo é importante. Sim, TUDO.

Recompensas e o Mercado de nome politicamente correto

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Ok, todo erro cometido aqui causa pânico, isso deu pra entender. Mas o lado bom é que pra 90% das suas ações bem sucedidas, há uma recompensa envolvida. Elas incluem dinheiro, cientistas (quanto mais você tem, mais rápido vão as pesquisas), engenheiros (você vai precisar de quantias específicas deles pra construir coisas em sua base e certos itens), itens utilizados em pesquisas e itens inúteis que podem ser vendidos.
Toda missão dá itens, mas só algumas dão dinheiro ou funcionários.

Os itens, mesmo os de pesquisa, podem ser vendidos no Mercado Cinza, que ganhou esse nome pra não ofender ninguém… Não, brincadeira. Ele tem esse nome pois você vende itens pra nações do conselho, de forma legal, e não para sujeitos suspeitos, o que caractezaria um mercado negro.

Com o Mercado Cinza você vai precisar encontrar o balanço entre o que vender e o que manter, pois além de ser usados pra pesquisa, muitos dos itens precisam ser utilizados na fabricação de coisas úteis. Tava achando que ser comandante era fácil?

Encontros com o inimigo

Tem vários jeitos de sair na porrada com os aliens:

Abduções

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O modelo mais comum. Aqui você recebe o aviso de que o bicho está pegando em três das nações do conselho. Cada uma oferece uma recompensa pra você chegar com dois pés no peito dos intrusos. Se bem sucedido, você recebe a recompensa e reduz o pânico naquela nação. Aquelas que você ignorou tem o pânico aumentado e o pior: cada país em seus continentes tem um aumento de pânico também.

Eu sei que você pensou em “WTF, eu ia me desdobrar em 3?”, mas é assim mesmo. Na hora de escolher quem proteger aqui, é preciso balancear entre qual a melhor recompensa e quem está com mais pânico.

Ataques de UFOs

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Esse módulo inicia um minigame aonde você deve abater as naves inimigas. Na verdade, é um minigame que se joga sozinho e pouco se pode fazer pra influenciar o resultado. É aqui a única parte do jogo aonde seus caças são usados. Depois de derrubado, é necessário mandar um esquadrão no local da queda pra matar os aliens sobreviventes.

Dica: ataques de UFO só acontecem em nações aonde já foi lançado um satélite.

Pousos de UFOs

Essencialmente o mesmo dos ataques UFOs. A diferença aqui é que a nave alienígena tá inteira e as recompensas da missão são melhores.

Missões de extração

São missões dadas pelo conselho, que consistem em pegar um cívil (que não tem armas) em algum lugar e levar ele até um ponto de extração, ou simplesmente levar acompanhar o infeliz até o ponto de extração.

Variáveis dessa missão podem incluir desarme de bombas, mas sem a parte de escoltar o civil.

Missões de terror

Um retrato fiel do que é uma Terror Mission.

Um retrato fiel do que é uma Terror Mission.

Quando os aliens estiverem tocando o puteiro mesmo, é preciso mandar seus soldados lá pra dizer que a festa acabou e desligar o som.

O objetivo dessa missão é eliminar todos os inimigos e salvar o maior número possível de civis.

Dica: Dane-se os civis. Essas missões são difíceis pra caramba e seu soldados são mais importantes.

Os penetras da festa

Eu pensei muito se devia ou não fazer uma sessão sobre os aliens. É legal quando uma nova raça aparece e te faz pensar “Que porra é isso?”, mas, vou falar deles pelas piadinhas.

Ainda tem outros aliens, mas esses são os mais comuns na maior parte da campanha.

Soldados

Todo recruta chega na sua base com o status de cadete, e não sabe nada além de portar um rifle e uma granada. Pra evoluir o seu noob é preciso que ele mate. Só kills dão XP. Após a primeira promoção eles vão ser automaticamente designados pra uma dessas classes:

Conhecendo as classes, sua estratégia de batalha deve ser pensada a partir das habilidades de cada um dos seus soldados. Há muitas combinações a serem feitas e testadas.

De longe, essa é a parte mais divertida do jogo, até porque, administração de base é legal e tal, mas, nada supera dar uns tiros, né?

Vale a pena?

Cara, se eu escrevi um texto desse tamanho e não deixei isso claro, vou repetir:

Vale. Muito.

XCOM é viciante. É um jogo que te desafia o tempo todo, e não dá pra simplesmente ‘pôr o cérebro no automático’ e ir jogar.

E não crie ilusões. A primeira vez que você jogar, certamente vai falhar. Talvez até na segunda e na terceira. Demora a pegar o jeito, a ter uma campanha de sucesso. Isso claro, contando que não se abuse da função load.

Por fim, XCOM: Enemy Unknown é uma experiência gigantesca que vai exigir da sua frieza e talento estratégico pra não levar seus soldados a morte.

Sobre o Autor

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Anderson

23 anos. Adorador dos jogos single player, prezando por uma boa história. A variação de humor faz com que a preferência transite entre FPS, RPG e Estratégia.