Greenlight.RAR #2 – Edição do Cagaço

A produção de jogos de terror voltou com tudo pros corações das desenvolvedoras AAA. Mas quem incentivou isso foram os indies. E não poderiamos esquecer da nova leva de jogos que vão fazer você se cagar de medo (ou não).

Sim! Depois de muito tempo chegamos a segunda edição do Greenlight.RAR. Sem mimimi, vamos pros sustinhos.

Alyssa

Aqui você encarna Drew Barnes. Depois de se ferrar num acidente, Drew vai procurar ajuda em uma casa vazia, escura e grande (bela escolha de lugar pra pedir ajuda, hein?). Sua arma? Haha, nem tem. Seu melhor amiguinho é um lampião. Isso mesmo, um fucking lampião. Já não basta o perigo de ser morto por seja lá que demônio habita essa casa, você ainda corre o risco de se auto-incendiar*.

O que o trailer nos mostra?

Que tipo de pessoa vai procurar ajuda numa casa abandonada? Me diz. Esse infeliz deve ter batido com a cabeça nessa tal acidente. Apesar de estar carregando o lampião o tempo todo, aparentemente, é possível carregar uma TV com uma mão só.

Esquecendo esses fatores, vamos focar em Alyssa Morgan, que ao que parece é o inimigo em foco.

Não deu pra ver o que ela é, qual a dela, mas ela me passa a impressão de uma stalker forever alone. Ela fica ali, na surdina, seguindo teus passos e de vez em quando se mostra. Eu não duvidaria nada se ela chegasse no cangote do Drew e sussurrasse: “Seu gostoso”.

Porque devemos esperar por isso?

Talvez seja o vazio deixado pelo brother Slender, mas Alyssa só me cheira a uma coisa: Desafio.

O jogo tem esse senso de que se você pode sobreviver a essa stalkear endemoniada, pode fazer qualquer coisa. Ah, e com um lampião. Bem século 19.

*Não acho que essa seja uma opção possível do jogo, mas gosto de imaginar a cena.

Phantasmal

Aqui você é John Hope, um veterano do vietnã que sofre de um extremo caso de Transtorno de Estresse Pós-Traumático. O cara viu muita merda na guerra, voltou pra casa e perdeu o respeito da família, não porque seu nome é a coisa mais genérica do mundo, mas porque ele é um bêbado.

Dae, um bródi tenta ajudar e oferece um emprego como zelador numa universade. Devido ao transtorno, Hope prefere trabalhar a noite, longe de pessoas, o que é compreesível. Tudo ia correndo bem, o cara tava cuidando da vida dele, ficando longe das birita, até que chega o famigerado dia (na verdade, noite) em que cai uma grande tempestade. Ela faz com que uma árvore caia sobre a rede elétrica, a universidade fica sem luz e John começa a ouvir vozes. A partir daí, o bicho pega.

O que o trailer nos mostra?

Uma chuva de aranhas. Chuva. De. Aranhas. Isso já é pra você pegar o primeiro ônibus pra Nopeland. Não bastasse os fucking aracnídeos, ainda tem esses bichos estranhos, humanóides sem braços.

Mas sabe que esses humanóides me agradaram? Eles tem um molejo, uma ginga, uma graça. Mó paz.

Aqui você tem armas! “Yeay, vou poder me defender.”. Tolo, isso só torna as coisas piores. Pense bem: o rapaz, Hope, tem um problema psicológico tenso. E claro, isso só vai ajudar os pesadelos dele a terem mais vida.

Porque devemos esperar por isso?

Phanstamal aposta na randomização. Cada jogada é diferente da anterior, fazendo com que você tenha sempre que se ferrar mudar suas estratégias e caçar itens em lugares diferentes, já que o cenário tá sempre mudando.

Não me perguntem de objetivo. Provavelmente é sobreviver.

The Ritual on Weylyn Island

Encarnando a boba-alegre Moira Brown Weylyn, que provavelmente se meteu nessa por causa de pesquisas, o objetivo do jogo parece ser um só: CORRER.

Sim, porque aqui, seu poder contra os monstrengos é zero. Aliás, a força do jogo é te por numa ilha aonde uma galera do barulho satanista 666 tá despertando alguma coisa que vai acabar com a humanidade. Bem amigáveis, não?

Sabe o que eu entendi desse jogo? Que “fudeu” será a palavra mais dita enquanto estiver jogando.

O que o trailer nos mostra?

Que nos anos 80 você só se dá mal. Que a sua melhor amiguinha é uma lanterna. Que você vai ter que resolver um monte de enigmazinho pra achar tua família.

Eu? Eu particularmente já teria pegado o primeiro barco pra Nopeland e dado minha família como morta.

Porque devemos esperar por isso?

Tirando o sadismo dos sustos, a ilha de Weylyn parece oferecer um mundo mais aberto sobre essa treta toda. E não estamos falando aqui de só um inimigo poderoso querendo te matar. Tem vários. Isso pode tornar as coisas mais interessantes.

Urban Legends

Vou começar pela descrição do jogo, que é bem canalha.

“O que você faria se estivesse buscando por vingança e econtrasse algo inesperado, muito além do que você esperava?”

Mais genérico que isso só discurso de político. Mas não importa gente, aqui você encarna um (uma?) jornalista chamado P.J., que com um nome desse, já sabemos que a vingança é em busca de seus pais pela falta de criatividade.

Não, sério agora. O infeliz tá procurando por respostas sobre o seu passado (só pode ser sobre o nome, sério). De algum jeito ele se mete em um hospital abandonado, que na verdade é o covil de um assassino de nome igualmente ruim: Jeff the Killer.

O que o trailer nos mostra?

Teimosia, provavelmente. Digo, você está em um hospital abandonado. Tem um assassino lá dentro. Você sabe disso. Tu chama a polícia? Não. Tu vai lá, ficar fuçando arquivos enquanto o maniaco da faquinha vem te caçar.

Merece morrer, P.J.

Porque devemos esperar por isso?

Sinceramente esse jogo tá aqui pelo nome. Urban Legends é um conceito fortíssimo, que pode ser muito melhor explorado. Minha fé, é que se os caras ganharem um pouco mais de grana, eles expandam e coloquem outras lendas aí, porque essa tá fraquinha.

Fora isso eles nos oferecem uma “história engajante”. Meh, vamos esperar pelo alpha pra ver qual é.


Eu posso ter feito piada com a maioria dos jogos, mas a realidade é que com uma boa imersão (escuro + bons fones de ouvido), certamente esses jogos podem oferecer uma clássica diversão sádica, aonde você toma sustos, mas tá lá xingando os monstros loucamente. Tipo isso aqui ó:

Esse vídeo do Jhonny basicamente expressa o que é jogar um jogo de terror. É medo, mas é raiva desse bicho FDP que não nos deixa em paz. Ah, saudades do brother Slender.

Se vocês tem outros jogos do Greenlight pra nos recomendar, é só deixarem aí nos comentários.

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Anderson

23 anos. Adorador dos jogos single player, prezando por uma boa história. A variação de humor faz com que a preferência transite entre FPS, RPG e Estratégia.