Re-View #1 – Penumbra: Overture

A vida não é feita somente dos últimos lançamentos em games. A gama disponível para você jogar é enorme, e nós te ajudamos a separar o joio do trigo com a nossa nova série Re-View! Venha ver nossos reviews de jogos que já foram lançados a algum tempo, e tenha uma boa jogatina! Nessa primeira edição, conheça Penumbra: Overture, um jogo que todo fã do gênero de terror deve jogar!

Penumbra: Overture é um game de aventura e survival horror produzido pela Frictional Games (Sim, os mesmos produtores de Amnesia) que foi lançado no primeiro semestre de 2007. E antes de falar mais a respeito, confiram um trailer dessa belezinha.

Penumbra Overture Trailer – Desura

Lembro de que eu havia comprado esse jogo por conta da recomendação de um amigo, até enrolei um pouco para começar a jogar, mas digo que fui surpreendido de uma boa forma! E vou dizer o por quê.

Primeiro, naquela época eu não estava acostumado a jogar games que te deixam completamente impotente contra os seus “inimigos”. Nesse caso, contra as mais horrendas criaturas que você acaba por esbarrar no decorrer da história. E isso apesar de ser um pouco frustrante para quem é mais acostumado com outros gêneros de jogos, torna tudo muito mais desafiador. Se esconder é a chave para a sua sobrevivência, e as vezes correr também. Mas claro, o jogo não se resume somente a correr e se esconder você também se caga de medo pois o jogo é repleto de quebra-cabeças para serem resolvidos, alguns deles envolvendo física.

Um outro ponto positivo de Penumbra é a atmosfera de mistério que cerca o seu ambiente, e nem tudo vai ter uma resposta lógica, o que acaba contribuindo para que você sinta medo ao jogar. Esse fenômeno de sentir medo já até foi falado aqui na Steamtação pela Dovahqueen. E sim, o jogo também vai te dar aqueles sustos de fazer você dar um pulo da cadeira.

Em Penumbra você é Philip, um homem que está tentando descobrir o que aconteceu com o seu pai após receber uma carta misteriosa dele. Até ai tudo bem, se não fosse pelo fato de que você achava que seu pai estivesse morto! E após seguir uma série de pistas deixadas pela carta, você vai parar na Groenlândia. O local é muito isolado, cercado somente de neve, e qualquer ajuda está a vários quilômetros de distância, ou seja, efetivamente você estará sozinho nessa saga. E após muito procurar, com o frio quase te matando, você encontra uma mina abandonada e entra nela para se proteger da nevasca. Mas como em todo bom jogo de terror a sorte NÃO está do seu lado, a entrada da mina desaba e não se tem mais como sair por onde você entrou.

O jogo se passa dentro dessa mina na qual você está preso, e na medida que você progride no jogo, vários monstros e criaturas estranhas vão aparecendo, além de alguns animais famintos. Mas aparentemente há uma luz no fim do túnel! Você consegue contato via rádio com uma pessoa que se auto intitula “Red”, e ele diz ter respostas para suas perguntas. Porém, ele pede para que você o encontre antes de falar qualquer outra coisa. E para isso, você terá que adentrar cada vez mais no subsolo.

Olá cachorrinho, por favor não me coma!

Corre filho.

Para progredir na mina, você conta apenas com uma fraca lanterna, e as vezes com alguns outros itens luminosos, mas de uma forma geral prepare-se para passar muito tempo no escuro. O ambiente do jogo é obscuro, e em algumas partes até pode dar uma leve sensação de claustrofobia. As vezes você irá dispor de algumas ferramentas para resolver alguns quebra-cabeças, e algumas até podem ser usadas como armas, mesmo que lutar seja praticamente inútil.

Ovos de aranhas gigantes.

Ovos de aranhas gigantes.

Claro, o jogo não é perfeito, ele possui alguns problemas na narrativa que incomodaram algumas pessoas, como o fraco aprofundamento da história do Philip. E o seu suposto sistema de combate não é dos melhores (Melhor mesmo é correr e se esconder cara).

Um outro “ponto fraco”  (para os que se importam) é que o jogo já é um pouco antigo, então não esperem gráficos de última geração. Mas eu garanto que esse pequeno porém não chega a interferir com a experiência do jogo.

Oi coisa fofa

Olá coisa fofa

Agora o que não vai faltar é ter do que correr para sobreviver, e muitos, mas muitos sustos. Se você for corajoso, jogue de noite, no escuro e sozinho. Assim você irá sentir a imersão, a tensão e o terror que Penumbra oferece em sua melhor forma. Pode não ser o melhor jogo do gênero, mas certamente é um que todo fã de games de terror deve jogar. E vale lembrar que esse game possui continuação! Para saber o desfecho da história, jogue também Penumbra: Black Plague.

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Daniel Costa

24 anos, graduado em Tecnologia de banco de dados, empresário, gamer desde sempre, tento ser designer mas sempre acabo fazendo programas feios (T_T), programador web, quase web designer, DBA, porteiro, jardineiro e carteiro nesse blog/page que vossa senhoria está lendo! Um mingo dupal que quase ninguém sancha mas que sempre sabe onde está sua toalha!